Parei de ler o livro, encostei o volume na coxa e bati algumas vezes, buscando na dor física a resposta para a pergunta incômoda. Há alguns minutos ela entrou sorrateira no enredo, mas não pertencia à história. Era uma pergunta minha, só minha, sem resposta.
Olhei pro lado, respirei, um costume meu:
-Quando foi que ouvi um “eu te amo” , aquele, pela primeira vez?
Olhei pro lado mais uma vez. Uma outra. Respirei. Fechei os olhos. Visitei o passado. Revirei as lembranças.
Nada.
Pensei:
-Se não sou capaz de lembrar, não deve ter sido amor.
Realoquei o sorriso na face: prefiro mesmo é ficar com a segunda vez.
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